Panorama socieconómico
O sector dos lanifícios, que foi essencial desde tempos muito recuados, sofreu um retrocesso na segunda metade do XIX, para só recuperar na década de trinta do século XX. Na centúria de oitocentos surge com grande pujança a indústria da cortiça, com a Fábrica Robinson, ainda hoje a laborar. De realçar ainda a Selenis, que produz fibra sintética, e a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre.
O Parque Natural que não tem conhecido grande êxito, alberga duas empresas multinacionais, uma do sector farmacêutico.
O sector agrícola não tem sabido aproveitar alguns microclimas nem a abundância de água nos vales da serra de S. Mamede. São excepções a produção de vinho (de grande qualidade, que se espera não desapareça com a miragem da quantidade) e a pecuária. O apuro das raças de gado caprino e ovino tem permitido a melhoria da produção queijeira e a produção de enchidos começa agora a tentar expandir-se.
No campo do ensino, Portalegre dispõe agora de escolas superiores de Educação, de Tecnologia e Gestão e de Saúde, bem como um conservatório Regional de Música, perspectivando-se a abertura da Escola de Hotelaria e Turismo no espaço Robinson.
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