Câmara Municipal de Portalegre

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Orçamento para o ano de 2017 aprovado em reunião de Câmara

A Câmara Municipal de Portalegre, em reunião extraordinária que hoje se realizou, discutiu e votou os documentos previsionais do Município para o ano de 2017.
O Orçamento, no...

5ª Edição do “Corações em Movimento” no CAEP

O Centro de Artes do Espetáculo irá receber, no próximo dia 29 de outubro, pelas 17h00, a 5ª edição do espetáculo de solidariedade “Corações em Movimento”, uma organização...

30º aniversário da Baja Portalegre 500 leva motos e carros ao Jardim da Avenida da Liberdade

Como é sabido, a Baja Portalegre 500, prova todo-o-terreno motorizado que é uma referência a nível nacional e internacional, vai ter este ano a sua 30ª edição. Como...

Assinala-se mais um Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

O  Município de Portalegre e o Núcleo Distrital da EAPN Portugal e os restantes Parceiros, comemoram mais uma vez do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que...

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  • Cidade de Portalegre

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  • Centro de Artes do Espectáculo

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  • Praça da Repúbica

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Portalegre - Concelho

Image Map Alagoa Alegrete Fortios União Carreiras e Ribeira de Nisa União Reguengo e São Julião União São Lourenço e Sé Urra

FREGUESIA ALAGOA

Orago: S. Miguel. O nome pode ter resultado da ligação do artigo – a – à palavra «lagoa». A igreja paroquial data do século XVI mas sofreu importantes intervenções que a alteraram profundamente.
 
Alexandre de Carvalho Costa, Alagoa (Concelho de Portalegre). Aldeia pitoresca do Alto Alentejo, Braga, Separata de O Distrito de Braga, Volume IV, 1968

Maria de Lurdes Pinheiro Simão, O Falar da Povoação de Alagoa, Concelho de Portalegre, Coimbra, Edição da Junta Distrital de Portalegre, 1969

FREGUESIA ALEGRETE

Orago: S. João Baptista. Vila antiga, foi sede de concelho até 1855. no seu território existem vestígios de povoamento desde o paleolítico – jazida pré-histórica do Porto da Boga  e uma anta na Herdade da Falagueira. O castelo é presumivelmente do tempo de D. Diniz.

Tinha voto em Corte com assento no banco nº 10. Tinha o privilégio, confirmado até D. João V, de não dar soldados, com a obrigação de defenderam a praça dos castelhanos. Teve forais dados por D. Diniz (1319) e por D. Manuel I (1516). Ainda são visíveis diversos troços de muralhas. A igreja paroquial é do século XVI. A igreja da Misericórdia data do século XVII. A torre do relógio pertenceu à antiga câmara municipal, um edifício seiscentista. Outros edifícios religiosos: capela da Misericórdia, a capela de Vale de Cavalos, de recente construção.

Instituições:
Misericórdia
Sociedade Recreativa e Musical Alegretense

João Manuel Marques Parente, Alegrete Histórico, Urbano e Rural, Lisboa, Edições Colibri, 2003.

FREGUESIA DE FORTIOS

Orago: S. Domingos. Subsistem dúvidas quanto à origem do nome desta freguesia. São conhecidas as opiniões de Alexandre Costa, António Batalha Gouveia, Joaquim da Silveira e de Xavier Fernandes. Bonifácio Bernardo pensa dar a conhecer também a sua, em livro a publicar. A freguesia é habitada desde tempos imemoriais, como o provam as antas do Monte Nogueiro e da herdade de João Martins. Os vestígios de ocupação romana encontram-se um pouco por todo o lado.

Um testemunho valioso é um cipo com inscrição latina, incrustado na parede Sul da igreja matriz, até 1927-28. Não é por acaso que o Padre Diogo Pereira de Sotto Maior, autor do Tratado da Cidade de Portalegre (1619) escrevia que «ao longo da estrada até quase ao monte dos Fortios acharam algumas moedas antigas e assim umas peças». A capela de S. Sebastião data do início do século XVII, senão mesmo dos finais do século XVI, e foi remodelada no século XVIII. Situado nesta freguesia está o Santuário do Senhor Jesus dos Aflitos que, desde os meados do século XVIII, se afirmou ao longo do tempo como o principal centro de devoção e de peregrinação desta região. Possui um interessante conjunto de 52 ex-votos. A freguesia tem conhecido nos últimos anos uma grande expansão.

Bonifácio Bernardo, Senhor Jesus dos Aflitos I Actas da sua Confraria, Portalegre, Ed. do Autor, 1995; Senhor Jesus dos Aflitos. Origens (1713-1845), ed. Colibri, Lisboa, 2000; Aldeia dos Fortios.  
Memória histórica (no prelo).

UNIÃO DE FREGUESIAS RIBEIRA DE NISA E CARREIRAS

Ribeira de Nisa
Orago: Nossa Senhora da Esperança. Tomou o nome do curso de água que nasce

Povoações: Antiqueiros, Monte Carvalho, Monte Caleiros e Vargem

Ruínas de um estabelecimento religioso do século XVI denominado «Provença». A igreja matriz é um edifício do século XVII, com uma alpendrada de quatro arcos. No adro adjacente existe um cruzeiro do século XVII.
Maria Tavares Transmontano, Subsídios para a Monografia da Ribeira de Nisa (Concelho de Portalegre), Portalegre, Edição da Autora, 1989

Carreiras
Orago: S. Sebastião. No singular, «carreira» significava «caminho de carro, estrada pouco larga». Talvez tenha sido essa a origem do nome. Se bem que não possua monumentos significativos, para além de vestígios dispersos pelas quintas e pelo campo, na sua maior parte medievais, merece destaque o conjunto da povoação, numa harmoniosa disposição que lhe valeu ao designação de «aldeia presépio».

Maria Tavares Transmontano, Subsídios para a Monografia da Freguesia de Carreiras (Concelho de Portalegre), Viseu, Edição da Junta Distrital e Portalegre, 1976

Estas freguesias foram geminadas em 2013, constituindo a União das Freguesias de Ribeira de Nisa e Carreiras.

UNIÃO DE FREGUESIAS REGUENGO E SÃO JULIÃO

Reguengo
Orago: S. Gregório. «Reguengo» era a designação que tinham s terras que eram património do rei. É uma freguesia com abundante vegetação e água. Situada no caminho de Portalegre para Alegrete. A igreja paroquial data do século XVIII, com uma fachada simples, com portal de um arco de volta redonda.
Nesta freguesia se situa a Quinta da Lameira, com uma casa solarenga do século XVIII, edificada em 1783 por João da Fonseca Achaioli Coutinho. Possui uma fonte com azulejos azuis e brancos e dois tanques, um dos quais com três patos em mármore. A capela, contemporânea do edifício principal, tem um altar em talha do século XVIII e uma bela imagem de Nossa Senhora das Dores atribuída a Machado de Castro.

vale-lourencoSão Julião
Orago: É uma freguesia muito característica pela sua localização, na Serra, e pela sua dispersão, sendo constituída por vários lugares: Rabaça, Barrocão, Carvalhal, Casa Nova, Igreja, Alagoinha, Montinho, Monte do Meio, Monte de cima, Monte da Ribeira, Monte Sete, Moutinho e Teixinha.

Estas freguesias foram geminadas em 2013, constituindo a União das Freguesias de Reguengo e São Julião.

UNIÃO DE FREGUESIAS DE SÉ E SÃO LOURENÇO

A origem das duas Freguesias Urbanas, Sé e São Lourenço, remonta ao ano de 1550, quando Portalegre foi elevada à categoria de Cidade Episcopal.

Antes dessa data, na então Vila Portalegrense, existiam sete paróquias: Santa Maria do Castelo, Santa Maria a Grande, S. Vicente, Santa Maria Madalena, S. Martinho, S. Tiago e S. Lourenço.

Com a Bula Papal de Paulo III, de 21 de Agosto de 1549, alcançada pelo rei D. João III, ergueu-se a Sede da nova Diocese, reunindo-se as condições para que, na Igreja sede episcopal, se criasse a paróquia correspondente. Surgiu assim, a Paróquia da Sé, como comunidade paroquial independente.

Para designar os povoamentos que constituíam a rede paroquial, normalmente constituídos à volta das igrejas, usava-se o termo “paróquia”, termo que foi alterado para “freguesia” pela lei n.º 621, a 23 de Junho de 1916.

As Freguesias de Santa Maria do Castelo, Santa Maria a Grande e São Vicente unificaram-se, sendo posteriormente extintas. As Igrejas de S. Martinho e Sta. Madalena foram demolidas no séc. XIX, subsistindo a de S. Tiago. Mantiveram-se, na parte urbana, a Freguesia da Sé e a Freguesia de São Lourenço.

FREGUESIA DE URRA

Orago: São Tiago. O nome deriva, provavelmente, do latim Horreum, que significa tulha, celeiro. Resultou da fusão das freguesias de Urra e de Caiola. Nesta freguesia encontram-se alguns dos mais antigos testemunhos da ocupação humana, concretamente exemplares da indústrias líticas (de pedra) na estação paleolítica do Monte da Faia  e da Tapada do Falcão, e as antas  de Entre-as-Ribeiras, do Campino da Abrunhosa, dos Fajardos e das Cabeceiras.

Também existem vestígios da presença romana, com cerâmicas à superfície. O padre Sotto Maior fala em terem sido encontradas moedas do tempo de Júlio César em S. Tiago de Caiola.

A igreja da S. Tiago de Caiola data do século XVI e sofreu posteriores remodelações