Câmara Municipal de Portalegre

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Trabalhos de pintura na via pública (sinalização horizontal), na Avenida de Badajoz

Na próxima quinta-feira, dia 28 de Julho, vão ser efectuados trabalhos de pintura na via pública (sinalização horizontal), na Avenida de Badajoz, nas imediações dos abrigos de transportes...

Repavimentação da Avenida de Santo António, em Portalegre

Em 18 de Julho de 2016, foi assinado, entre a Câmara Municipal de Portalegre e a firma Construções JJR & Filhos SA, o contrato relativo à empreitada de...

Biblioteca Municipal de Portalegre encerra aos sábados durante o mês de agosto

À semelhança do que tem sucedido em anos anteriores, a Biblioteca Municipal de Portalegre irá estar encerrada aos sábados, durante o próximo mês de agosto. Assim sendo, e...

Sessão Pública para apresentação do projecto de reabilitação do edifício dos antigos Paços do Concelho

No próximo dia 18 de Julho (segunda-feira), a Câmara Municipal de Portalegre organiza uma sessão pública para apresentação do projecto de reabilitação do edifício dos antigos Paços do...

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  • Cidade de Portalegre

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  • Centro de Artes do Espectáculo

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  • Praça da Repúbica

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Portalegre - Concelho

Image Map Alagoa Alegrete Fortios União Carreiras e Ribeira de Nisa União Reguengo e São Julião União São Lourenço e Sé Urra

FREGUESIA ALAGOA

Orago: S. Miguel. O nome pode ter resultado da ligação do artigo – a – à palavra «lagoa». A igreja paroquial data do século XVI mas sofreu importantes intervenções que a alteraram profundamente.
 
Alexandre de Carvalho Costa, Alagoa (Concelho de Portalegre). Aldeia pitoresca do Alto Alentejo, Braga, Separata de O Distrito de Braga, Volume IV, 1968

Maria de Lurdes Pinheiro Simão, O Falar da Povoação de Alagoa, Concelho de Portalegre, Coimbra, Edição da Junta Distrital de Portalegre, 1969

FREGUESIA ALEGRETE

Orago: S. João Baptista. Vila antiga, foi sede de concelho até 1855. no seu território existem vestígios de povoamento desde o paleolítico – jazida pré-histórica do Porto da Boga  e uma anta na Herdade da Falagueira. O castelo é presumivelmente do tempo de D. Diniz.

Tinha voto em Corte com assento no banco nº 10. Tinha o privilégio, confirmado até D. João V, de não dar soldados, com a obrigação de defenderam a praça dos castelhanos. Teve forais dados por D. Diniz (1319) e por D. Manuel I (1516). Ainda são visíveis diversos troços de muralhas. A igreja paroquial é do século XVI. A igreja da Misericórdia data do século XVII. A torre do relógio pertenceu à antiga câmara municipal, um edifício seiscentista. Outros edifícios religiosos: capela da Misericórdia, a capela de Vale de Cavalos, de recente construção.

Instituições:
Misericórdia
Sociedade Recreativa e Musical Alegretense

João Manuel Marques Parente, Alegrete Histórico, Urbano e Rural, Lisboa, Edições Colibri, 2003.

FREGUESIA DE FORTIOS

Orago: S. Domingos. Subsistem dúvidas quanto à origem do nome desta freguesia. São conhecidas as opiniões de Alexandre Costa, António Batalha Gouveia, Joaquim da Silveira e de Xavier Fernandes. Bonifácio Bernardo pensa dar a conhecer também a sua, em livro a publicar. A freguesia é habitada desde tempos imemoriais, como o provam as antas do Monte Nogueiro e da herdade de João Martins. Os vestígios de ocupação romana encontram-se um pouco por todo o lado.

Um testemunho valioso é um cipo com inscrição latina, incrustado na parede Sul da igreja matriz, até 1927-28. Não é por acaso que o Padre Diogo Pereira de Sotto Maior, autor do Tratado da Cidade de Portalegre (1619) escrevia que «ao longo da estrada até quase ao monte dos Fortios acharam algumas moedas antigas e assim umas peças». A capela de S. Sebastião data do início do século XVII, senão mesmo dos finais do século XVI, e foi remodelada no século XVIII. Situado nesta freguesia está o Santuário do Senhor Jesus dos Aflitos que, desde os meados do século XVIII, se afirmou ao longo do tempo como o principal centro de devoção e de peregrinação desta região. Possui um interessante conjunto de 52 ex-votos. A freguesia tem conhecido nos últimos anos uma grande expansão.

Bonifácio Bernardo, Senhor Jesus dos Aflitos I Actas da sua Confraria, Portalegre, Ed. do Autor, 1995; Senhor Jesus dos Aflitos. Origens (1713-1845), ed. Colibri, Lisboa, 2000; Aldeia dos Fortios.  
Memória histórica (no prelo).

UNIÃO DE FREGUESIAS RIBEIRA DE NISA E CARREIRAS

Ribeira de Nisa
Orago: Nossa Senhora da Esperança. Tomou o nome do curso de água que nasce

Povoações: Antiqueiros, Monte Carvalho, Monte Caleiros e Vargem

Ruínas de um estabelecimento religioso do século XVI denominado «Provença». A igreja matriz é um edifício do século XVII, com uma alpendrada de quatro arcos. No adro adjacente existe um cruzeiro do século XVII.
Maria Tavares Transmontano, Subsídios para a Monografia da Ribeira de Nisa (Concelho de Portalegre), Portalegre, Edição da Autora, 1989

Carreiras
Orago: S. Sebastião. No singular, «carreira» significava «caminho de carro, estrada pouco larga». Talvez tenha sido essa a origem do nome. Se bem que não possua monumentos significativos, para além de vestígios dispersos pelas quintas e pelo campo, na sua maior parte medievais, merece destaque o conjunto da povoação, numa harmoniosa disposição que lhe valeu ao designação de «aldeia presépio».

Maria Tavares Transmontano, Subsídios para a Monografia da Freguesia de Carreiras (Concelho de Portalegre), Viseu, Edição da Junta Distrital e Portalegre, 1976

Estas freguesias foram geminadas em 2013, constituindo a União das Freguesias de Ribeira de Nisa e Carreiras.

UNIÃO DE FREGUESIAS REGUENGO E SÃO JULIÃO

Reguengo
Orago: S. Gregório. «Reguengo» era a designação que tinham s terras que eram património do rei. É uma freguesia com abundante vegetação e água. Situada no caminho de Portalegre para Alegrete. A igreja paroquial data do século XVIII, com uma fachada simples, com portal de um arco de volta redonda.
Nesta freguesia se situa a Quinta da Lameira, com uma casa solarenga do século XVIII, edificada em 1783 por João da Fonseca Achaioli Coutinho. Possui uma fonte com azulejos azuis e brancos e dois tanques, um dos quais com três patos em mármore. A capela, contemporânea do edifício principal, tem um altar em talha do século XVIII e uma bela imagem de Nossa Senhora das Dores atribuída a Machado de Castro.

vale-lourencoSão Julião
Orago: É uma freguesia muito característica pela sua localização, na Serra, e pela sua dispersão, sendo constituída por vários lugares: Rabaça, Barrocão, Carvalhal, Casa Nova, Igreja, Alagoinha, Montinho, Monte do Meio, Monte de cima, Monte da Ribeira, Monte Sete, Moutinho e Teixinha.

Estas freguesias foram geminadas em 2013, constituindo a União das Freguesias de Reguengo e São Julião.

UNIÃO DE FREGUESIAS DE SÉ E SÃO LOURENÇO

A origem das duas Freguesias Urbanas, Sé e São Lourenço, remonta ao ano de 1550, quando Portalegre foi elevada à categoria de Cidade Episcopal.

Antes dessa data, na então Vila Portalegrense, existiam sete paróquias: Santa Maria do Castelo, Santa Maria a Grande, S. Vicente, Santa Maria Madalena, S. Martinho, S. Tiago e S. Lourenço.

Com a Bula Papal de Paulo III, de 21 de Agosto de 1549, alcançada pelo rei D. João III, ergueu-se a Sede da nova Diocese, reunindo-se as condições para que, na Igreja sede episcopal, se criasse a paróquia correspondente. Surgiu assim, a Paróquia da Sé, como comunidade paroquial independente.

Para designar os povoamentos que constituíam a rede paroquial, normalmente constituídos à volta das igrejas, usava-se o termo “paróquia”, termo que foi alterado para “freguesia” pela lei n.º 621, a 23 de Junho de 1916.

As Freguesias de Santa Maria do Castelo, Santa Maria a Grande e São Vicente unificaram-se, sendo posteriormente extintas. As Igrejas de S. Martinho e Sta. Madalena foram demolidas no séc. XIX, subsistindo a de S. Tiago. Mantiveram-se, na parte urbana, a Freguesia da Sé e a Freguesia de São Lourenço.

FREGUESIA DE URRA

Orago: São Tiago. O nome deriva, provavelmente, do latim Horreum, que significa tulha, celeiro. Resultou da fusão das freguesias de Urra e de Caiola. Nesta freguesia encontram-se alguns dos mais antigos testemunhos da ocupação humana, concretamente exemplares da indústrias líticas (de pedra) na estação paleolítica do Monte da Faia  e da Tapada do Falcão, e as antas  de Entre-as-Ribeiras, do Campino da Abrunhosa, dos Fajardos e das Cabeceiras.

Também existem vestígios da presença romana, com cerâmicas à superfície. O padre Sotto Maior fala em terem sido encontradas moedas do tempo de Júlio César em S. Tiago de Caiola.

A igreja da S. Tiago de Caiola data do século XVI e sofreu posteriores remodelações